O DENTE TEIMOSO
Ana Clara acordou naquela manhã com a mão na boca. O dentinho da frente estava mole fazia dias, mas ela tinha muito medo de arrancá-lo. Toda vez que a mãe dizia que era hora de ir ao dentista, a menina inventava uma desculpa.
— Acho melhor esperar mais um pouco! — dizia ela, segurando o dente com cuidado.
Naquela semana, porém, o dente começou a incomodar de verdade. Ele balançava quando Ana comia maçã, pão e até quando falava. Na escola, os colegas já percebiam.
— Seu dente vai cair no recreio! — brincou Pedro, arrancando risadas da turma.
Ana tentou rir também, mas por dentro ficou preocupada. Ela imaginava o dentista como um lugar assustador, cheio de aparelhos estranhos e barulhos enormes.
Quando chegou o dia da consulta, Ana entrou no consultório segurando forte a mão da mãe. O coração parecia bater mais rápido do que um tambor.
A dentista, chamada doutora Helena, percebeu o medo da menina logo de cara.
— Você acha que eu sou uma caçadora de dentes? — perguntou ela, sorrindo.
Ana deu uma risadinha tímida.
O consultório tinha desenhos coloridos nas paredes, brinquedos em uma cesta e até uma cadeira que subia e descia como se fosse um elevador. Aos poucos, Ana começou a achar tudo menos assustador.
— Posso olhar o famoso dente teimoso? — perguntou a dentista.
Ana abriu a boca devagar.
Doutora Helena examinou o dente e disse:
— Ele já está prontinho para sair. Vai ser rapidinho!
Mas Ana ainda estava nervosa. Ela apertou os olhos e segurou os braços da cadeira.
A dentista conversou calmamente, explicou tudo o que faria e pediu que Ana respirasse fundo. Depois, com muito cuidado, segurou o dentinho.
Foi tão rápido que Ana quase nem percebeu.
— Pronto! — anunciou a doutora, mostrando o pequeno dente na mão.
Ana abriu os olhos surpresa.
— Já acabou?
A mãe começou a rir, e Ana também. Todo aquele medo parecia enorme antes, mas agora tinha ficado pequenininho.
Antes de ir embora, doutora Helena entregou um potinho colorido para guardar o dente e disse:
— Às vezes, o medo cresce mais do que o problema.
No caminho para casa, Ana ficou olhando o próprio sorriso no espelho do carro. Havia um espacinho engraçado no lugar do dente, e ela não conseguia parar de sorrir.
Na escola, no dia seguinte, Ana contou toda a história aos amigos. E, dessa vez, quem ria mais alto era ela.
ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Qual é o principal assunto da crônica?
A) A ida de Ana Clara ao parque.
B) O medo que Ana sentia de tirar um dente.
C) Uma festa de aniversário na escola.
D) A compra de um brinquedo novo.
2. O que mostrava que Ana estava com medo?
A) Ela começou a cantar.
B) Ela correu pelo consultório.
C) Ela segurou forte a mão da mãe.
D) Ela dormiu na cadeira.
3. A frase “o coração parecia bater mais rápido do que um tambor” indica:
A) Uma comparação.
B) Uma pergunta.
C) Uma ordem.
D) Uma explicação científica.
4. A dentista ajudou Ana Clara principalmente porque:
A) Brigou com ela.
B) Ignorou o medo da menina.
C) Conversou com calma e explicou tudo.
D) Mandou Ana parar de chorar.
5. O trecho “Ana deu uma risadinha tímida” mostra que a personagem estava:
A) Muito zangada.
B) Um pouco envergonhada.
C) Com muito sono.
D) Muito distraída.
6. A palavra “consultório” refere-se:
A) Ao carro da mãe.
B) À escola de Ana.
C) Ao local onde a dentista trabalha.
D) À casa da dentista.
7. Na frase “o dente começou a incomodar”, a palavra destacada significa:
A) Ajudar.
B) Melhorar.
C) Dar trabalho ou causar desconforto.
D) Desaparecer.
8. Qual foi a reação de Ana quando percebeu que o dente já havia sido retirado?
A) Ficou brava.
B) Saiu correndo.
C) Ficou surpresa.
D) Começou a chorar.
9. A frase “o medo cresce mais do que o problema” quer dizer que:
A) Os problemas nunca acabam.
B) Às vezes imaginamos algo pior do que realmente é.
C) O medo é sempre correto.
D) Todo problema é impossível de resolver.
10. O texto é uma crônica porque:
A) Conta uma situação simples do cotidiano.
B) Explica regras de um jogo.
C) Ensina uma receita culinária.
D) Conta uma história de fantasia.
ANÁLISE DA ESCRITA E CONSTRUÇÃO DO TEXTO
11. Em “Ela apertou os olhos”, a palavra “ela” substitui:
A) A mãe.
B) A dentista.
C) Ana Clara.
D) A professora.
12. O ponto de exclamação em “Pronto!” foi usado para indicar:
A) Medo.
B) Silêncio.
C) Entusiasmo e emoção.
D) Dúvida.
13. Qual palavra abaixo está no diminutivo?
A) Consultório.
B) Menina.
C) Dentinho.
D) Escola.
14. A expressão “dente teimoso” foi usada porque o dente:
A) Não queria cair facilmente.
B) Falava muito.
C) Era muito branco.
D) Estava escondido.
15. Em qual trecho há diálogo?
A) “Ana acordou naquela manhã.”
B) “O consultório tinha desenhos coloridos.”
C) “— Já acabou?”
D) “O coração parecia bater rápido.”
16. A personagem principal da crônica é:
A) Doutora Helena.
B) Pedro.
C) A mãe de Ana.
D) Ana Clara.
17. O texto apresenta primeiro:
A) A solução do problema.
B) O medo da personagem.
C) O final da história.
D) Uma receita.
18. A crônica termina mostrando que Ana:
A) Continuou com medo do dentista.
B) Nunca mais falou com os amigos.
C) Superou o medo que sentia.
D) Perdeu outro dente.
PRODUÇÃO ESCRITA
19. Imagine que você também precisou ir ao dentista. Como você se sentiria? Escreva um pequeno parágrafo contando.
20. Crie um novo título para a crônica.
DENTE TEIMOSO
Ana Clara acordou naquela manhã com a mão na boca. O dentinho da frente estava mole fazia dias, mas ela tinha muito medo de arrancá-lo. Toda vez que a mãe dizia que era hora de ir ao dentista, a menina inventava uma desculpa.
— Acho melhor esperar mais um pouco! — dizia ela, segurando o dente com cuidado.
Naquela semana, porém, o dente começou a incomodar de verdade. Ele balançava quando Ana comia maçã, pão e até quando falava. Na escola, os colegas já percebiam.
— Seu dente vai cair no recreio! — brincou Pedro, arrancando risadas da turma.
Ana tentou rir também, mas por dentro ficou preocupada. Ela imaginava o dentista como um lugar assustador, cheio de aparelhos estranhos e barulhos enormes.
Quando chegou o dia da consulta, Ana entrou no consultório segurando forte a mão da mãe. O coração parecia bater mais rápido do que um tambor.
A dentista, chamada doutora Helena, percebeu o medo da menina logo de cara.
— Você acha que eu sou uma caçadora de dentes? — perguntou ela, sorrindo.
Ana deu uma risadinha tímida.
O consultório tinha desenhos coloridos nas paredes, brinquedos em uma cesta e até uma cadeira que subia e descia como se fosse um elevador. Aos poucos, Ana começou a achar tudo menos assustador.
— Posso olhar o famoso dente teimoso? — perguntou a dentista.
Ana abriu a boca devagar.
Doutora Helena examinou o dente e disse:
— Ele já está prontinho para sair. Vai ser rapidinho!
Mas Ana ainda estava nervosa. Ela apertou os olhos e segurou os braços da cadeira.
A dentista conversou calmamente, explicou tudo o que faria e pediu que Ana respirasse fundo. Depois, com muito cuidado, segurou o dentinho.
Foi tão rápido que Ana quase nem percebeu.
— Pronto! — anunciou a doutora, mostrando o pequeno dente na mão.
Ana abriu os olhos surpresa.
— Já acabou?
A mãe começou a rir, e Ana também. Todo aquele medo parecia enorme antes, mas agora tinha ficado pequenininho.
Antes de ir embora, doutora Helena entregou um potinho colorido para guardar o dente e disse:
— Às vezes, o medo cresce mais do que o problema.
No caminho para casa, Ana ficou olhando o próprio sorriso no espelho do carro. Havia um espacinho engraçado no lugar do dente, e ela não conseguia parar de sorrir.
Na escola, no dia seguinte, Ana contou toda a história aos amigos. E, dessa vez, quem ria mais alto era ela.
ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE LINGUÍSTICA
1. Qual é o principal assunto da crônica?
A) A ida de Ana Clara ao parque.
B) O medo que Ana sentia de tirar um dente.
C) Uma festa de aniversário na escola.
D) A compra de um brinquedo novo.
2. O que mostrava que Ana estava com medo?
A) Ela começou a cantar.
B) Ela correu pelo consultório.
C) Ela segurou forte a mão da mãe.
D) Ela dormiu na cadeira.
3. A frase “o coração parecia bater mais rápido do que um tambor” indica:
A) Uma comparação.
B) Uma pergunta.
C) Uma ordem.
D) Uma explicação científica.
4. A dentista ajudou Ana Clara principalmente porque:
A) Brigou com ela.
B) Ignorou o medo da menina.
C) Conversou com calma e explicou tudo.
D) Mandou Ana parar de chorar.
5. O trecho “Ana deu uma risadinha tímida” mostra que a personagem estava:
A) Muito zangada.
B) Um pouco envergonhada.
C) Com muito sono.
D) Muito distraída.
6. A palavra “consultório” refere-se:
A) Ao carro da mãe.
B) À escola de Ana.
C) Ao local onde a dentista trabalha.
D) À casa da dentista.
7. Na frase “o dente começou a incomodar”, a palavra destacada significa:
A) Ajudar.
B) Melhorar.
C) Dar trabalho ou causar desconforto.
D) Desaparecer.
8. Qual foi a reação de Ana quando percebeu que o dente já havia sido retirado?
A) Ficou brava.
B) Saiu correndo.
C) Ficou surpresa.
D) Começou a chorar.
9. A frase “o medo cresce mais do que o problema” quer dizer que:
A) Os problemas nunca acabam.
B) Às vezes imaginamos algo pior do que realmente é.
C) O medo é sempre correto.
D) Todo problema é impossível de resolver.
10. O texto é uma crônica porque:
A) Conta uma situação simples do cotidiano.
B) Explica regras de um jogo.
C) Ensina uma receita culinária.
D) Conta uma história de fantasia.
ANÁLISE DA ESCRITA E CONSTRUÇÃO DO TEXTO
11. Em “Ela apertou os olhos”, a palavra “ela” substitui:
A) A mãe.
B) A dentista.
C) Ana Clara.
D) A professora.
12. O ponto de exclamação em “Pronto!” foi usado para indicar:
A) Medo.
B) Silêncio.
C) Entusiasmo e emoção.
D) Dúvida.
13. Qual palavra abaixo está no diminutivo?
A) Consultório.
B) Menina.
C) Dentinho.
D) Escola.
14. A expressão “dente teimoso” foi usada porque o dente:
A) Não queria cair facilmente.
B) Falava muito.
C) Era muito branco.
D) Estava escondido.
15. Em qual trecho há diálogo?
A) “Ana acordou naquela manhã.”
B) “O consultório tinha desenhos coloridos.”
C) “— Já acabou?”
D) “O coração parecia bater rápido.”
16. A personagem principal da crônica é:
A) Doutora Helena.
B) Pedro.
C) A mãe de Ana.
D) Ana Clara.
17. O texto apresenta primeiro:
A) A solução do problema.
B) O medo da personagem.
C) O final da história.
D) Uma receita.
18. A crônica termina mostrando que Ana:
A) Continuou com medo do dentista.
B) Nunca mais falou com os amigos.
C) Superou o medo que sentia.
D) Perdeu outro dente.
PRODUÇÃO ESCRITA
19. Imagine que você também precisou ir ao dentista. Como você se sentiria? Escreva um pequeno parágrafo contando.
20. Crie um novo título para a crônica.
