SEQUÊNCIA DIDÁTICA – AUTORES BRASILEIROS DE HQ
Ano escolar: 5º Ano do Ensino Fundamental
Tempo estimado: 5 aulas (50 minutos cada)
Áreas: Língua Portuguesa / Artes
Eixos da BNCC: Leitura, Produção de textos, Oralidade, Análise linguística e Semiótica
AULA 1 – INTRODUÇÃO AOS QUADRINHOS NO BRASIL
Texto (10 parágrafos)
As histórias em quadrinhos, conhecidas como HQs, são um gênero textual que combina imagens e palavras para contar narrativas. Elas surgiram no final do século XIX e se popularizaram rapidamente, conquistando leitores de todas as idades. No Brasil, os quadrinhos ganharam um espaço especial na cultura popular.
O primeiro quadrinho brasileiro considerado relevante foi “As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte”, criado em 1869 por Ângelo Agostini. Ele é considerado um dos pioneiros dos quadrinhos no mundo, retratando a vida cotidiana com muito humor e crítica social.
Desde então, vários artistas brasileiros passaram a produzir tiras e histórias que circularam em jornais e revistas. Esses trabalhos traziam reflexões políticas, sociais e culturais, aproximando o público leitor da realidade brasileira.
Ao longo do século XX, os quadrinhos no Brasil se diversificaram. Alguns autores apostaram no humor leve e infantil, enquanto outros usaram as HQs para discutir temas importantes, como desigualdade social e cidadania.
As HQs sempre tiveram um papel educativo, mesmo quando o objetivo principal era apenas entreter. Muitas crianças aprenderam a gostar de ler por meio dos quadrinhos.
A linguagem dos quadrinhos é marcada por elementos próprios, como os balões de fala, os quadrinhos que organizam a sequência, as onomatopeias e os traços característicos dos personagens.
No Brasil, o gênero cresceu a ponto de formar verdadeiros impérios editoriais, como o de Mauricio de Sousa, e inspirar gerações de leitores e desenhistas.
Outros autores também deixaram suas marcas, como Ziraldo, com seu “Menino Maluquinho”, Henfil, com seus “Fradinhos”, e Laerte, com suas tiras criativas e reflexivas.
Todos esses nomes, de estilos diferentes, mostram que os quadrinhos podem ser muito variados: podem divertir, emocionar, ensinar e até provocar críticas sociais.
Por isso, estudar HQs brasileiras é também estudar nossa cultura e perceber como diferentes artistas traduzem o Brasil em seus traços e histórias.
Perguntas (10)
1. Qual foi o primeiro quadrinho brasileiro reconhecido?
a) Turma da Mônica
b) O Menino Maluquinho
c) As Aventuras de Nhô-Quim
d) Os Fradinhos
2. Quem criou Nhô-Quim?
a) Ziraldo
b) Ângelo Agostini
c) Henfil
d) Laerte
3. Em que ano surgiu Nhô-Quim?
a) 1869
b) 1889
c) 1959
d) 1980
4. Qual é uma característica fundamental das HQs?
a) Narrador oculto
b) Uso de balões e imagens
c) Somente texto corrido
d) Linguagem poética
5. As HQs no Brasil sempre:
a) Foram apenas infantis
b) Tiveram caráter educativo e crítico
c) Foram iguais às americanas
d) Não refletiram a cultura local
6. Quem é considerado pioneiro dos quadrinhos no mundo e no Brasil?
a) Laerte
b) Ângelo Agostini
c) Ziraldo
d) Mauricio de Sousa
7. Uma das funções das HQs é:
a) Ser apenas engraçada
b) Contar narrativas visuais
c) Substituir livros didáticos
d) Ensinar matemática
8. A Turma da Mônica foi criada por:
a) Ziraldo
b) Mauricio de Sousa
c) Henfil
d) Laerte
9. O Menino Maluquinho foi criado por:
a) Mauricio de Sousa
b) Ziraldo
c) Laerte
d) Agostini
10. As HQs brasileiras representam:
a) Apenas a infância
b) A diversidade cultural do Brasil
c) A cultura americana
d) Somente humor sem crítica
AULA 2 – MAURICIO DE SOUSA E A TURMA DA MÔNICA
Texto Biográfico (10 parágrafos)
Mauricio de Sousa nasceu em 27 de outubro de 1935, em Santa Isabel, interior de São Paulo. Desde muito cedo demonstrou interesse pelo desenho e pela escrita. Quando criança, rabiscava seus cadernos escolares e encantava os colegas com suas histórias inventadas. Apesar das dificuldades financeiras da família, nunca deixou de sonhar em se tornar um artista reconhecido.
Durante sua juventude, trabalhou em diversas atividades, mas nunca abandonou o desejo de viver da arte. Iniciou sua carreira como ilustrador de jornais, produzindo charges e pequenas tiras. Seu talento logo chamou atenção dos editores, e isso lhe abriu as portas para o mundo das histórias em quadrinhos.
Em 1959, Mauricio criou sua primeira personagem de sucesso, Bidu, um cachorrinho azul que fazia parte das tirinhas publicadas no jornal Folha da Manhã. O personagem foi um marco em sua trajetória, pois mostrou que era possível criar um universo próprio de HQs no Brasil.
Pouco tempo depois, Mauricio começou a desenvolver outros personagens inspirados em pessoas reais de sua vida. Assim nasceu a Turma da Mônica, com personagens baseados em seus filhos, amigos e vizinhos. Mônica, por exemplo, foi inspirada em sua filha de mesmo nome, conhecida por sua força e personalidade marcante.
A Turma da Mônica cresceu e conquistou todo o país. Personagens como Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento tornaram-se símbolos da infância brasileira. Cada um deles apresentava características únicas que divertiam, ensinavam e refletiam aspectos culturais do Brasil.
Além do humor, as histórias de Mauricio de Sousa sempre transmitiram valores como amizade, respeito, solidariedade e responsabilidade. Isso fez com que suas HQs fossem recomendadas em escolas e reconhecidas como instrumento pedagógico de leitura.
O sucesso da Turma da Mônica foi tão grande que ultrapassou as fronteiras do Brasil. As HQs começaram a ser traduzidas para diversos idiomas, levando a cultura brasileira para diferentes países. Mauricio se consolidou como um dos maiores cartunistas do mundo.
Com o tempo, Mauricio inovou ao criar Turma da Mônica Jovem, uma versão dos personagens adolescentes, em estilo mangá, para dialogar com os jovens leitores. A novidade foi um sucesso editorial, aproximando ainda mais as novas gerações da leitura.
Atualmente, o universo criado por Mauricio de Sousa vai muito além dos gibis. A Turma da Mônica aparece em filmes, séries, parques temáticos e campanhas educativas. O legado do autor é considerado um dos mais importantes da cultura nacional.
Mauricio de Sousa é lembrado não apenas como desenhista, mas como um educador que, com suas histórias simples e cativantes, transformou o ato de ler em uma aventura divertida. Sua obra continua a inspirar crianças, jovens e adultos no Brasil e no mundo.
Perguntas (10 questões – 4 alternativas cada)
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Em que cidade nasceu Mauricio de Sousa?
a) São Paulo (capital)
b) Santa Isabel
c) Belo Horizonte
d) Curitiba -
Qual foi a primeira personagem de sucesso criada por Mauricio?
a) Cebolinha
b) Chico Bento
c) Bidu
d) Magali -
Em que ano Bidu foi criado?
a) 1959
b) 1965
c) 1970
d) 1980 -
A personagem Mônica foi inspirada em:
a) Uma vizinha da infância
b) Sua filha
c) Sua irmã
d) Uma amiga de escola -
Qual característica é mais marcante da Mônica?
a) Ser muito gulosa
b) Ter medo de água
c) Ser forte e decidida
d) Gostar de contar piadas -
Por que as HQs de Mauricio são usadas em escolas?
a) Porque são engraçadas
b) Porque transmitem valores e ensinam
c) Porque têm desenhos coloridos
d) Porque são fáceis de colecionar -
Qual versão dos personagens foi lançada em estilo mangá?
a) Turma da Mônica Baby
b) Turma da Mônica Jovem
c) Turma do Chico Bento
d) Bidu e Amigos -
Além do Brasil, as HQs de Mauricio também chegaram a:
a) Apenas países da América do Sul
b) Estados Unidos
c) Diversos países do mundo
d) Somente Portugal -
Em qual mídia a Turma da Mônica NÃO aparece?
a) Gibi
b) Parques temáticos
c) Filmes
d) Telejornais -
O legado de Mauricio de Sousa pode ser descrito como:
a) Apenas um sucesso comercial
b) Um trabalho escolar
c) Um patrimônio cultural brasileiro
d) Um passatempo sem importância
📘 AULA 3 – ZIRALDO E “O MENINO MALUQUINHO”
Texto Biográfico (10 parágrafos)
Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932, na cidade de Caratinga, em Minas Gerais. Desde muito pequeno, demonstrou talento para o desenho e paixão pelas histórias. Gostava de criar ilustrações e de observar o mundo ao seu redor, sempre transformando situações do cotidiano em traços cheios de humor.
Seu nome curioso, “Ziraldo”, veio da junção dos nomes de seus pais: Zizinha e Geraldo. Esse apelido se tornou sua marca registrada e o acompanhou durante toda a carreira, ajudando a construir uma identidade artística única e reconhecida nacionalmente.
Ainda jovem, Ziraldo começou a colaborar com jornais e revistas. Seus desenhos chamavam a atenção pelo estilo criativo, pela inteligência e pelo humor. Em pouco tempo, ganhou espaço como um dos principais cartunistas brasileiros, sempre misturando humor e crítica em suas obras.
Na década de 1960, Ziraldo participou da criação do jornal O Pasquim, um dos mais importantes periódicos de resistência cultural durante a ditadura militar. Ao lado de outros nomes como Jaguar, Millôr Fernandes e Henfil, usou o humor para criticar a censura e refletir sobre a realidade brasileira.
Além das charges e cartuns políticos, Ziraldo se destacou no universo infantil. Em 1980, publicou seu livro mais famoso, O Menino Maluquinho, que rapidamente conquistou crianças e adultos em todo o Brasil. A obra narra a história de um menino cheio de imaginação, que vivia aventuras com um espírito livre e encantador.
O sucesso do Menino Maluquinho foi tão grande que o personagem ganhou adaptações para cinema, teatro, televisão e até quadrinhos. A figura do garoto de panela na cabeça se tornou símbolo da infância brasileira, representando alegria, amizade e criatividade.
Ziraldo também escreveu diversos outros livros infantis, como Flicts, uma história sobre uma cor que não se encaixava, mas que encontrou seu lugar. Suas obras sempre uniram simplicidade, poesia e mensagens profundas, ensinando valores de maneira lúdica e acessível.
O artista acreditava que o humor e a literatura eram ferramentas poderosas para a formação cidadã. Por isso, seu trabalho buscava, ao mesmo tempo, divertir e educar. Sua produção variada fez dele não apenas um desenhista, mas um verdadeiro educador cultural.
Ao longo da vida, recebeu inúmeros prêmios e homenagens por sua contribuição à literatura, ao jornalismo e à cultura brasileira. Seu traço inconfundível e suas histórias marcaram gerações, tornando-se parte da memória afetiva de milhões de leitores.
Ziraldo faleceu em 2024, deixando um legado imenso para a cultura nacional. Suas obras continuam vivas nas bibliotecas, nas escolas e no coração de quem cresceu lendo suas histórias. O Menino Maluquinho permanece como um dos maiores ícones da literatura e da infância no Brasil.
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Perguntas (10 questões – 4 alternativas cada)
1. Em que cidade nasceu Ziraldo?
a) São Paulo
b) Caratinga
c) Belo Horizonte
d) Rio de Janeiro
2. O nome “Ziraldo” é a junção de:
a) Zico e Ronaldo
b) Zizinha e Geraldo
c) Zilda e Arnaldo
d) Zilda e Ronaldo
3. Qual foi o jornal fundado por Ziraldo e outros humoristas durante a ditadura?
a) A Folha
b) O Globo
c) O Pasquim
d) Estado de Minas
4. Quem foram alguns dos parceiros de Ziraldo no jornal?
a) Henfil e Millôr Fernandes
b) Mauricio de Sousa e Ziraldo
c) Chico Anysio e Jô Soares
d) Ziraldo e Ziraldo Filho
5. Qual a obra infantil mais famosa de Ziraldo?
a) Flicts
b) O Menino Maluquinho
c) Os Fradinhos
d) Turma do Pererê
6. O Menino Maluquinho ficou conhecido por usar:
a) Um boné azul
b) Uma panela na cabeça
c) Um chapéu de palha
d) Um capacete
7. Qual mensagem principal podemos encontrar nas histórias do Menino Maluquinho?
a) Tristeza e solidão
b) Imaginação, amizade e alegria
c) Competição e disputa
d) Obediência sem reflexão
8. Qual outro livro famoso de Ziraldo fala sobre uma cor que não se encaixava?
a) Cebolinha
b) Amarelinho
c) Flicts
d) Azulzinho
9. Como Ziraldo via o papel do humor e da literatura?
a) Apenas como diversão
b) Como uma forma de vender livros
c) Como ferramentas de educação e cidadania
d) Como passatempo sem importância
10. O legado de Ziraldo pode ser definido como:
a) Um autor esquecido
b) Um símbolo da cultura brasileira
c) Um desenhista de jornais locais
d) Um escritor estrangeiro
📘 AULA 4 – HENFIL E “OS FRADINHOS”
Texto Biográfico (10 parágrafos)
Henfil, cujo nome verdadeiro era Henrique de Souza Filho, nasceu em 5 de fevereiro de 1944, em Ribeirão das Neves, Minas Gerais. Desde criança mostrou interesse por desenhos e caricaturas, revelando um talento precoce que mais tarde o consagraria como um dos maiores cartunistas brasileiros.
Sua carreira começou em jornais e revistas na década de 1960, quando passou a publicar suas primeiras charges. Logo se destacou por seu humor ácido, criativo e extremamente crítico, abordando temas sociais e políticos de forma direta. Foi nesse momento que o nome Henfil começou a ganhar força nacional.
Henfil ficou conhecido por criar personagens marcantes que representavam diferentes aspectos do Brasil. Entre eles, destacam-se Os Fradinhos, que ironizavam a hipocrisia e os costumes da sociedade, e a Graúna, que representava o povo do Nordeste, dando voz a questões sociais importantes.
Durante o período da ditadura militar, Henfil tornou-se um símbolo de resistência. Suas tiras publicadas no jornal O Pasquim eram uma forma de driblar a censura e denunciar injustiças por meio do humor. Essa coragem o colocou entre os maiores nomes da imprensa alternativa do Brasil.
Além de cartunista, Henfil também trabalhou como escritor e cronista. Publicou livros e manteve colaborações em revistas e jornais importantes. Seu estilo sempre foi marcado pela irreverência e pela crítica social, mas também pelo carinho e identificação com o povo brasileiro.
Uma de suas obras mais lembradas foi a criação dos personagens “Zeferino” e “Bode Orelana”, que retratavam o sertão com humor, mas também com realismo sobre as dificuldades enfrentadas pelos nordestinos. Esse olhar humanizado aproximava o público e despertava reflexões.
Henfil tinha uma postura ativa de engajamento político. Acreditava que a arte poderia transformar a sociedade e que o cartum não deveria ser apenas engraçado, mas sim uma ferramenta de conscientização e luta. Essa visão fez dele um dos cartunistas mais respeitados do país.
Infelizmente, Henfil foi diagnosticado com hemofilia e, em decorrência de uma transfusão de sangue contaminado, contraiu o vírus HIV. Faleceu em 1988, ainda jovem, mas deixou uma obra extensa e profundamente marcante para a cultura brasileira.
Sua influência é visível até hoje. Muitos cartunistas atuais reconhecem Henfil como uma inspiração, tanto pela força de suas críticas quanto pela coragem de enfrentar temas delicados com humor e inteligência.
Henfil permanece na memória do Brasil como um artista que usou o riso para questionar, ensinar e lutar. Seus personagens e suas tiras continuam atuais, lembrando que a arte pode ser um poderoso instrumento de resistência e esperança.
Perguntas (10 questões – 4 alternativas cada)
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Qual era o verdadeiro nome de Henfil?
a) Henrique de Souza Filho
b) Henrique Souza Pinto
c) Hélio de Souza Filho
d) Hermano de Souza Lima -
Onde Henfil nasceu?
a) Belo Horizonte
b) Ribeirão das Neves
c) Caratinga
d) São Paulo -
Em que década Henfil começou sua carreira nos jornais?
a) 1950
b) 1960
c) 1970
d) 1980 -
Qual personagem criado por Henfil ironizava a sociedade?
a) Zeferino
b) Graúna
c) Os Fradinhos
d) Bode Orelana -
Qual jornal publicou tiras de Henfil durante a ditadura?
a) Estado de Minas
b) O Pasquim
c) A Folha
d) O Globo -
Quem representava o povo nordestino nas tiras de Henfil?
a) Graúna
b) Fradinho
c) Cebolinha
d) O Menino Maluquinho -
Que mensagem Henfil acreditava que os cartuns deveriam passar?
a) Apenas humor e diversão
b) Crítica social e conscientização
c) Histórias infantis sem reflexão
d) Aventura e romance -
Qual problema de saúde Henfil possuía?
a) Diabetes
b) Asma
c) Hemofilia
d) Hipertensão -
Em que ano Henfil faleceu?
a) 1980
b) 1988
c) 1992
d) 1995 -
Qual o legado de Henfil para a cultura brasileira?
a) Foi apenas um ilustrador de revistas
b) Usou o humor como resistência política e social
c) Criou apenas histórias infantis
d) Trabalhou apenas em cinema e teatro
📘 AULA 5 – LAERTE E A FORÇA DA CRIATIVIDADE NAS HQS
Texto Biográfico (10 parágrafos)
Laerte Coutinho nasceu em 10 de junho de 1951, na cidade de São Paulo. Desde cedo demonstrou interesse por artes visuais e começou a desenhar ainda jovem, experimentando diferentes estilos. Sua trajetória profissional se consolidou com a criação de tiras e histórias em quadrinhos que rapidamente chamaram a atenção pelo humor criativo e, muitas vezes, reflexivo.
Nos anos 1970, Laerte passou a publicar seus trabalhos em jornais e revistas importantes do Brasil. Suas tiras destacavam-se por um traço peculiar e por temas variados, que iam desde a crítica social até situações do cotidiano com um olhar leve e divertido.
Entre os personagens mais conhecidos de Laerte está Piratas do Tietê, uma série de tiras que ironizava o comportamento humano, usando piratas que navegavam pelo rio Tietê, em São Paulo. Esse trabalho se tornou um marco e é lembrado como um dos pontos altos de sua carreira.
Laerte também participou da produção de animações e roteiros para televisão. Trabalhou em programas de humor, como TV Pirata, contribuindo com sua criatividade para renovar a linguagem televisiva da época. Sua versatilidade mostrou que podia transitar entre diferentes mídias com naturalidade.
Nos anos 1990 e 2000, Laerte se firmou como uma das maiores referências do humor gráfico brasileiro. Suas tiras, publicadas em jornais de grande circulação, eram aguardadas pelos leitores por trazerem sempre uma mistura de inteligência, ironia e surpresa.
Um aspecto importante da obra de Laerte é a reflexão sobre a condição humana. Suas histórias muitas vezes trazem perguntas filosóficas, críticas à sociedade e até experimentações gráficas que quebram a linearidade tradicional dos quadrinhos. Isso a tornou uma artista inovadora e ousada.
Além de seu trabalho artístico, Laerte também ganhou destaque por sua postura pessoal e política. Ela assumiu publicamente sua identidade como mulher trans, tornando-se uma voz ativa na defesa da diversidade, do respeito e da inclusão. Essa coragem inspirou muitos leitores e ampliou o alcance de sua obra.
A contribuição de Laerte para os quadrinhos vai além da arte. Ela ajudou a abrir caminhos para que novas gerações de artistas se sentissem livres para criar com autenticidade, sem medo de romper com padrões tradicionais.
Ao longo de sua carreira, recebeu prêmios e reconhecimento tanto no Brasil quanto no exterior. Sua arte foi exposta em museus e galerias, e suas tiras seguem sendo referência no humor gráfico mundial.
Laerte permanece como uma das autoras mais importantes e criativas do país. Seu legado é uma mistura de humor, reflexão e coragem, que mostra a força dos quadrinhos como arte capaz de transformar, questionar e emocionar.
Perguntas (10 questões – 4 alternativas cada)
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Em que cidade nasceu Laerte Coutinho?
a) Belo Horizonte
b) São Paulo
c) Rio de Janeiro
d) Porto Alegre -
Qual foi a década em que Laerte começou a publicar em jornais e revistas?
a) 1950
b) 1960
c) 1970
d) 1980 -
Qual é a série de tiras mais famosa de Laerte?
a) Os Fradinhos
b) Turma da Mônica
c) Piratas do Tietê
d) O Menino Maluquinho -
Em qual programa de TV Laerte trabalhou como roteirista?
a) Fantástico
b) TV Pirata
c) Casseta & Planeta
d) Sai de Baixo -
Qual característica define o estilo de Laerte nos quadrinhos?
a) Narrativas infantis simples
b) Crítica social e experimentação gráfica
c) Somente humor físico
d) Histórias sem diálogos -
O que as tiras de Laerte frequentemente provocam no leitor?
a) Tristeza profunda
b) Reflexão e surpresa
c) Rejeição e medo
d) Silêncio absoluto -
Qual identidade pessoal Laerte assumiu publicamente?
a) Mulher trans
b) Homem indígena
c) Escritor religioso
d) Ator de cinema -
Além de quadrinhos, Laerte também trabalhou em:
a) Cinema estrangeiro
b) Programas de humor na TV
c) Pintura clássica
d) Música erudita -
Qual o impacto de Laerte na nova geração de quadrinistas?
a) Criou barreiras
b) Incentivou a repetição de estilos antigos
c) Abriu caminhos para a autenticidade e liberdade criativa
d) Limitou a produção a temas infantis -
O legado de Laerte pode ser definido como:
a) Apenas entretenimento
b) Humor, reflexão e coragem
c) Somente política
d) Um estilo sem relevância
